E eu que estava passando, com lágrimas rolando dos olhos.pensamentos embaralhados, idéias mal construídas , afogadas num choro só..., me esqueci do meu choro, dos meus grilos e bem cá estou......
Dirigindo lento, na marcha exata que deu para poder enxergar aquele homem alto , de camiseta bem suja nas costas... andando em círculos na grama em plena rotatória de duas vias movimentadíssimas....
Meus olhos secaram por uns segundos acompanhando seus gestos... Fui fazendo o contorno da via com olhos fixados nele.Passei e segui reto.
Fui onde tinha que ter ido,fiz o que tinha que ser feito: mercado, farmácia e academia... mas para meu espanto depois de quase duas horas, passando pela mesma rotatória, lá estava ele ainda. Tinha às mãos somente uma garrafinha de água vazia .
Parei o carro numa banquinha de frutas e uma mistura de preocupação e curiosidade tomaram conta de mim...
Desci do carro troquei uma ideia com o vendedor e pedi-lhe para que me desse arrego ,caso eu precisasse e fui até lá.
Atravessando a via, tentei chegar perto , mas , ele fugia, chegava mais perto perguntando se ele estava bem , se por acaso não havia sido assaltado e ele dizia que não, tentava chegar mais perto ...e ele se afastava rapidamente , feito um bichinho acoado , aquele homem enorme !
.Ao nosso redor carros passavam em alta velocidade , ninguém se dava conta da situação.
"Alguém querendo ajudar e o outro com medo de ser ajudado".
Fui perguntando se ele estava com fome e ele prontamente respondeu :Me dá uma banana... quer me ajudar ,me dá uma banana..
Me ofereci também para repor água na sua garrafinha e ele fez sinal que sim...Fui ate a banca e voltei com bananas e água .
_ Ponha aí no chão ... aí ..longe ...disse ele.
E foi assim que fiz , perguntei-lhe o que o deixara naquele estado , sozinho , temendo que ele se jogasse sobre a pista de baixo e ele me falou que não faria isso ,disse que perdera o emprego de garçom numa pizzaria em Santa Felicidade com a desculpa que ele era muito lento ... disse : Feito uma tartaruga....
O consolei , dizendo que essas coisas acontecem todos os dias , com todas as pessoas e ;que na minha família já aconteceu várias vezes... e ele foi me ouvindo ...Falou no seu Jesus, quis se desculpar por estar naquele lugar estranho , dizendo que o mesmo era lindo , que lindo que era lá, ar puro , sol , me pedindo para que concordasse com ele ...
Foi amansando devagar , se chegando , chegou só por um pouquinho e depois de um suspiro , abaixou -se pegou a água e as bananas . Me estendeu a mão num aperto forte ...Agradecendo e dizendo que já estava melhor, dizendo que não ia fazer nenhuma loucura,e que ia pra casa.. Pode ficar tranquila que vou prá casa !.
Assim ele fez, se foi entre os carros , prá onde ... não sei !
quinta-feira, 24 de outubro de 2013
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
laranjinha ...
Chegando numa bodega, logo pedi no balcão ,uma garrafa de laranjinha ....Hummm isso é bom, me lembra infância, em Santa Catarina !
A vendedora me pôs em dúvida dizendo ser daqui, mas podíamos tirar a dúvida com o próprio repositor que estava ao nosso lado, com um baita curativo na mão !
Fui logo indagando , eu tinha razão. Não resisti sem perguntar o que havia acontecido .
E ele com muita macheza foi logo dizendo, no sábado estava num casamento e me ouricei com um vivente, que na hora do bolo se engraçou com minha mulher! Entre trocas de más palavras , dei-lhe uma bocuva na boca e levei uma mordida no dedo... arrancou minha ponta do dedo !
Já era terça -feira , a briga tinha sido no sábado e até agora o brigão não tinha tido notícias do resto do seu dedo !
A vendedora me pôs em dúvida dizendo ser daqui, mas podíamos tirar a dúvida com o próprio repositor que estava ao nosso lado, com um baita curativo na mão !
Fui logo indagando , eu tinha razão. Não resisti sem perguntar o que havia acontecido .
E ele com muita macheza foi logo dizendo, no sábado estava num casamento e me ouricei com um vivente, que na hora do bolo se engraçou com minha mulher! Entre trocas de más palavras , dei-lhe uma bocuva na boca e levei uma mordida no dedo... arrancou minha ponta do dedo !
Já era terça -feira , a briga tinha sido no sábado e até agora o brigão não tinha tido notícias do resto do seu dedo !
quinta-feira, 25 de julho de 2013
cortes e recortes.. .
----------Primeiro é necessário que se tenha um pouquinho de tristeza na alma...
Acho mesmo que isso não é um detalhe, é algo imprescindível....
Um lugar bem quietinho, de preferência um canto de mesa, isolado do
resto do movimento da casa..
Um assento macio, e os pés apoiados.Um pouco,só um pouco ... mais alto
que o chão...
Depois,saber que os outros que moram ali , estejam ocupados,
conversando baixinho, assistindo um filme ou até mesmo dormindo....
Uma tesoura, que possa ser boa nas curvas para os recortes e
muitas revistas..Previamente escolhidas e juntadas antes com muita
atenção.,
...Aquelas que tragam imagens bonitas,que tenham paisagens, crianças,
golfinhos,cores e passarinhos...
As revistas podem ser novas ou antigas, até mesmo compradas no sebo ou
ganhas de alguma amiga...
Montado o cenário ...o filme começa a rolar...
A cada página,ao procurar dos olhos, surge uma sensação gostosa de
desligamento.......
O tempo passa e nem se nota... nos traz lembranças primeiro da pré escola...
Das colas caseiras de trigo , do cheiro do sabonete , do suco
derramado na lancheira,ensopando as bolachas.
Das mãos dadas com os colegas, dos primeiros mandamentos de se viver
bem com os outros...
...Saudades..muitas....do tempo em que o nosso processo criativo era
induzido...
Depois as lembranças de outros tempos ,da bicicleta roubada da
irmã, para passeios com os meninos do bairro...peraltices sem
consequências que mais divertiam do que faziam algum mal...
E enquanto a tesoura baila entre as bordas das gravuras nos colocamos
em cena outra vez..
Os amontoadinhos delas misturam -as, uma a uma..
Figuras de piscina azuis, sobrepõe-se à árvores verdes,tulipas à bolo
de aniversário,talheres de titânio a bebes gordos de fraldas,palhaços
descansam sobre gostosas... latas de leite condensado...
O dedo doído e marcado pela tesoura,pede uma pausa....o tempo
suficiente para lembrar que a pontinha de tristeza já foi embora...
Acho mesmo que isso não é um detalhe, é algo imprescindível....
Um lugar bem quietinho, de preferência um canto de mesa, isolado do
resto do movimento da casa..
Um assento macio, e os pés apoiados.Um pouco,só um pouco ... mais alto
que o chão...
Depois,saber que os outros que moram ali , estejam ocupados,
conversando baixinho, assistindo um filme ou até mesmo dormindo....
Uma tesoura, que possa ser boa nas curvas para os recortes e
muitas revistas..Previamente escolhidas e juntadas antes com muita
atenção.,
...Aquelas que tragam imagens bonitas,que tenham paisagens, crianças,
golfinhos,cores e passarinhos...
As revistas podem ser novas ou antigas, até mesmo compradas no sebo ou
ganhas de alguma amiga...
Montado o cenário ...o filme começa a rolar...
A cada página,ao procurar dos olhos, surge uma sensação gostosa de
desligamento.......
O tempo passa e nem se nota... nos traz lembranças primeiro da pré escola...
Das colas caseiras de trigo , do cheiro do sabonete , do suco
derramado na lancheira,ensopando as bolachas.
Das mãos dadas com os colegas, dos primeiros mandamentos de se viver
bem com os outros...
...Saudades..muitas....do tempo em que o nosso processo criativo era
induzido...
Depois as lembranças de outros tempos ,da bicicleta roubada da
irmã, para passeios com os meninos do bairro...peraltices sem
consequências que mais divertiam do que faziam algum mal...
E enquanto a tesoura baila entre as bordas das gravuras nos colocamos
em cena outra vez..
Os amontoadinhos delas misturam -as, uma a uma..
Figuras de piscina azuis, sobrepõe-se à árvores verdes,tulipas à bolo
de aniversário,talheres de titânio a bebes gordos de fraldas,palhaços
descansam sobre gostosas... latas de leite condensado...
O dedo doído e marcado pela tesoura,pede uma pausa....o tempo
suficiente para lembrar que a pontinha de tristeza já foi embora...
sábado, 8 de junho de 2013
auto abraço
Ah! se eu pudesse me amar !
Me encontrar ,
não sei onde,
fazer não sei oquê.
Só sei que nunca vou sentir o calor do meu abraço !
Embora seja só meu, sei que foi feito para ser doado (não à mim , só a uns alguéns ...)
Mas se num instante eu pudesse me encontrar comigo mesma,
como num espelho,
olho no olho ,
frente `a frente ...e me afagar , num longo abraço ,
( juro que meu corpo não sentiria o peso da minha altura,nem tampouco ligaria para oque , nem quem estivesse ao meu lado )
Me colaria peito a peito,
respiraria fundo
e desejaria ficar perto de mim ...o resto da minha , nossa vida !
Me encontrar ,
não sei onde,
fazer não sei oquê.
Só sei que nunca vou sentir o calor do meu abraço !
Embora seja só meu, sei que foi feito para ser doado (não à mim , só a uns alguéns ...)
Mas se num instante eu pudesse me encontrar comigo mesma,
como num espelho,
olho no olho ,
frente `a frente ...e me afagar , num longo abraço ,
( juro que meu corpo não sentiria o peso da minha altura,nem tampouco ligaria para oque , nem quem estivesse ao meu lado )
Me colaria peito a peito,
respiraria fundo
e desejaria ficar perto de mim ...o resto da minha , nossa vida !
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