Por aqui já ouvi um papo que quando a criança demora falar, a mãe pega uma casquinha de ovo, bem novinha de uma franga , bem novinha que começou botar, enche de água e da pra criança beber...Ela não demora muito e num upa já começa soltar a língua .
Mas essa de hoje, essa foi de rir de doer a barriga!
Eu pra variar no postinho e a demora rolando dando tempo de vários papos, surgiu a dita história de criança que demora falar. A mulher do meu lado ,logo foi dizendo: você sabe né...eu sou irmã da Lurde, aquela que fala muito...aquela que se despede , vai indo e vai falando até sumi na estrada.A senhora é igual ela né...
Pois então, qdo minha filha era pequena, já tinha um ano e meio e nada de falá...A Lurde mandou eu ir na casa dela pra faze uma simpatia. Pegou um pintinho e" pois" a cabecinha dele dentro da boca da minha filha , não é que deu certo! Não demorou ela tava falando de tudo!
Fala muito ...a minha filha!
Será que com a senhora não aconteceu a mesma coisa?"vai vê...."que puzeram na sua boca um pintinho e fizeram ele "piá"...
- Nisso, a outra mulher do meu lado já querendo tirar uma onda já começou a aumentar a coisa, que no meu caso não era um pintinho....era bem...maior! Que o dito não tinha colocado só a cabecinha...
O riso foi aumentando até graças... que me chamaram pra vacina!
quarta-feira, 25 de abril de 2018
sexta-feira, 6 de abril de 2018
Ele
E eu fui visitá-lo ontem pela última vez.
Não que houvesse feito uma promessa de nunca mais pisar naquela casa, não porquê ele houvesse falado algo que me magoasse ou que me sentisse de alguma forma maltratada.
Fui, mas confesso que quis dar uma desculpa dizendo que teria algum compromisso e não ir.
Cheguei bem à noite,sozinha, cabelos ainda molhados, pingando. De sóbria, só a roupa como pedia o momento.
Em frente à casa, muitas e muitas pessoas se reuniam em pequenos grupos, à luz da lua que estava ao alto.
Entrei, pela varanda, depois de cumprimentar algumas pessoas que estavam no meu percurso, para o velório.
Olhei para dentro da sala e lá estava ao fundo a viúva à cabeceira do leito onde descansava pra sempre , o meu amigo.
Resignada e triste estava ela...
A sala que sempre se encontrava fechada, naquele momento estava aberta à rua para receber os amigos, filhos, netos e vizinhos de uma longa vida!
Demo- nos as mãos,eu e ela e assim ficamos.
Chorei, porquê perdi meu amigo ...uma amizade que foi se formando cada vez que ia visitá- lo para passar nosso tempo.Conversas ricas em detalhes de sua vida que ele me contava com já seus 80 e poucos anos...
Ele sabia ouvir e principalmente se interessava pelos meus assuntos, sempre dando seu parecer e fazendo comparações , de como era no passado e como poderia ser e...se não fosse assim.
Como havia feito suas grandes coisas, construção de casas, obras pra igreja, o seu casamento com a Terezinha, suas viagens de caminhão, os cortes de madeira com o irmão, a afeição por eles, chamando-os até hoje pelo diminutivo.
Conversavamos como bons amigos!
Alguns dias atrás, eu havia estado ali, para saber de sua saúde.Não estava bem, estava deitadinho, aquele homem grande! De lado ,sem poder virar-se, no quarto que não era o seu ,por preferir pela presença do sol à tarde!
Conversamos rapidamente e ele depois de chamar- me pelo nome...de repente dormiu.
Nos dias seguintes seu estado agravou-se e ele foi pra UTI. Creio que na cabecinha dele ,ele ainda pensava estar na casa e conversando comigo, pois as enfermeiras chegaram a perguntar quem era Cassiana a quem ele se referia me confundindo com as enfermeiras...Mesmo sabendo do fato, não fui visitá-lo temendo ocupar um espaço que seria familiar, nos poucos minutos de visita na UTI.
Afinal...éramos só amigos! Meu desejo e intenção era que ele voltasse e que tudo voltasse a ser como era...mas infelizmente as coisas não se encaminharam assim.Ele foi e não voltou...
Fiquei mais um pouco , junto a família ao seu lado despedi- me e fui.
No caminho de volta pra casa, pela estrada escura e vazia, também me sentia vazia ...
Voltando devagar , parecia que eu estava no seu cortejo!
Foi minha última visita à ele.
Passei pela porteira que havia deixado aberta, desci,fechei, vi a lua no alto , segui o caminho e entrei em casa, com o peito apertado! e
Não que houvesse feito uma promessa de nunca mais pisar naquela casa, não porquê ele houvesse falado algo que me magoasse ou que me sentisse de alguma forma maltratada.
Fui, mas confesso que quis dar uma desculpa dizendo que teria algum compromisso e não ir.
Cheguei bem à noite,sozinha, cabelos ainda molhados, pingando. De sóbria, só a roupa como pedia o momento.
Em frente à casa, muitas e muitas pessoas se reuniam em pequenos grupos, à luz da lua que estava ao alto.
Entrei, pela varanda, depois de cumprimentar algumas pessoas que estavam no meu percurso, para o velório.
Olhei para dentro da sala e lá estava ao fundo a viúva à cabeceira do leito onde descansava pra sempre , o meu amigo.
Resignada e triste estava ela...
A sala que sempre se encontrava fechada, naquele momento estava aberta à rua para receber os amigos, filhos, netos e vizinhos de uma longa vida!
Demo- nos as mãos,eu e ela e assim ficamos.
Chorei, porquê perdi meu amigo ...uma amizade que foi se formando cada vez que ia visitá- lo para passar nosso tempo.Conversas ricas em detalhes de sua vida que ele me contava com já seus 80 e poucos anos...
Ele sabia ouvir e principalmente se interessava pelos meus assuntos, sempre dando seu parecer e fazendo comparações , de como era no passado e como poderia ser e...se não fosse assim.
Como havia feito suas grandes coisas, construção de casas, obras pra igreja, o seu casamento com a Terezinha, suas viagens de caminhão, os cortes de madeira com o irmão, a afeição por eles, chamando-os até hoje pelo diminutivo.
Conversavamos como bons amigos!
Alguns dias atrás, eu havia estado ali, para saber de sua saúde.Não estava bem, estava deitadinho, aquele homem grande! De lado ,sem poder virar-se, no quarto que não era o seu ,por preferir pela presença do sol à tarde!
Conversamos rapidamente e ele depois de chamar- me pelo nome...de repente dormiu.
Nos dias seguintes seu estado agravou-se e ele foi pra UTI. Creio que na cabecinha dele ,ele ainda pensava estar na casa e conversando comigo, pois as enfermeiras chegaram a perguntar quem era Cassiana a quem ele se referia me confundindo com as enfermeiras...Mesmo sabendo do fato, não fui visitá-lo temendo ocupar um espaço que seria familiar, nos poucos minutos de visita na UTI.
Afinal...éramos só amigos! Meu desejo e intenção era que ele voltasse e que tudo voltasse a ser como era...mas infelizmente as coisas não se encaminharam assim.Ele foi e não voltou...
Fiquei mais um pouco , junto a família ao seu lado despedi- me e fui.
No caminho de volta pra casa, pela estrada escura e vazia, também me sentia vazia ...
Voltando devagar , parecia que eu estava no seu cortejo!
Foi minha última visita à ele.
Passei pela porteira que havia deixado aberta, desci,fechei, vi a lua no alto , segui o caminho e entrei em casa, com o peito apertado! e
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