Ainda não estou transbordando...só quando isso acontece , consigo me expressar bem, dizer de coraçao o que sinto!
Há que se aquecer devagar , que os sentimentos vem se transformando em palavras e estas , passando ao papel.
O que quero dizer hoje , é de um monstro , um monstro branco, enorme, gelado e serio, que habita a Br 116.
Um monstro calado , que por anos me olhava de longe , na contramão, quando passava por ali , levando as crianças `a escola.
Um monstro adormecido ,que me assustava ao olhá-lo , que nunca se aproximou de mim, chamado Hospital Erasto Gaetner.
As crianças cresceram, hoje são homens, e eu até havia esquecido do monstro sombrio... Só lembrei dele, porque realmente o que nos afetou não foi uma coisa gigante, foram dois pequenos e maldosos canceres . Dois, no mesmo mes,um de pele , outro de estomago, que abocanharam quietinhos , minha tia e meu tio.
Só nos restava uma solução: nos aproximarmos daquele monstro grandão e enfrentar o bicho de frente!
No caminho , cada vez que nos aproximavamos ,seu branco parecia mais branco...seu frio pasava pra nós. Mas quando adentramos por sua boca , um bafo quente nos deu um bom dia!
Seus soldados de branco nos defenderam, e aos poucos cada gesto de bondade, carinho e principalmente dedicação foram transforamndo o que era dor em conforto , momentos de afliçao em pa\z e tranquilidade ... sonho de cura em realidade!
Hoje, quando sigo a Br , ao olhar para o lado, ao invés de um grande monstro branco, o que vejo é um anjo...
Um enorme anjo branco de asas abertas...
Amém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário