sexta-feira, 19 de abril de 2019

E eu que nunca tinha escutado esse termo ...me admirei !
Entrei no caixa eletrônico pertinho de casa, na única agência bancária por aqui e dei de cara com uma mãe.... Ela já foi uma mocinha que conheci no postinho e acompanhei sua primeira gravidez, levei até um dia, umas roupinhas de bebê, na casa dela..

Ontem ,  estava com seus pequenos ali...o menorzinho de pé descalço e ela o chamando de gordo , gordinho , gorducho!
Ele  se deitando no chão, rolava, corria com aqueles pezinhos roliços descalços.

- Menina ...rsrs e esse piázinho ,não da medo que ele pise em alguma coisa ?
-Que nada, tá acostumado, também, não pega nem gripe!
-E você chamando ele de gordo...
_(de novo... )Que nada, (rindo,) daqui a pouco vão me chamar no conselho tutelar por bullying..rsrs

Imagina então se souberem como a gente chama ele lá em casa,

   "cu de flecha"...

Ã?

( Não acreditei que existisse essa expressão, nem tampouco que uma mãe pudesse fazer isso com um  piázinho de dois anos...)

 (Fui ver ... não é que existe , mesmo?
 Alguém já foi chamado assim e provavelmente está sendo chamado por aí)
Arregalei o olho!
Aí...desconversei e pra testar , na hora de ir embora, chamei: Gordinho!
Ele virou -se pra mim e me deu um sorriso ! .
... Saí....mas não o chamei do outro jeito, nem mesmo pra testar...
 Verdade!

domingo, 14 de abril de 2019

Olhinho

Será que é melhor um ovo com  brinquedo ou sem brinquedo?

Chocolate branco ou preto?
Vou levar mais um pro irmãozinho dele..

Ah...tenho que levar um pra madri nha também, ela adora chocolate!

 Enfim... o papo era esse debaixo daquele "viaduto de guloseimas", das famosas LA.

Fora, nos corredores do shopping , o vovô pondo em prática sua resistência  subindo e descendo as escadas rolantes com o Lui, às gargalhadas e entre uma descida e subida fazia -se entender porque se chama "corredor"
pois ele corria atrás do neto pra lá e pra cá...

Ovos escolhidos e um pouquinho mais adiante, ainda dentro da loja eu, distraindo a Eva , pra Jô poder comprar outras coisas, até que a Eva,  me pede: Vovó, posso emprestar esse coelho grande e ficar com ele só um pouquinho? Sim...e foi nesse momento que me deparei com uma mamãe e sua filhinha...

Olhei a menininha e logo com sentimento de dó, reparei que um de seus olhinhos era bem maior que o outro...um de seus olhinhos estava fechado dando uma impressão de grande assimetria!
Perguntei- lhe então com muita naturalidade, querendo agradar aquela criança...Você também quer um coelhinho emprestado?

 Mas ela não me respondeu...

 Saímos dali para o corredor , sentamos num banquinho, abrindo alguns presentes, quando ao nosso lado uma senhora começou a se explicar que havia se desencontrado de de sua filha e neta.
Disse - lhe que, lá dentro eu havia falado com uma mamãe...que havia também uma menininha...talvez fossem elas...
Ela me dizia, a mãe está com uma roupa assim?
Ela está com um coque nos cabelos? A menininha está de cor de rosa?
E eu...só lembrava do olho da menininha...mas ...lógico que não falei nada...com ia dizer : a menininha tem um olho diferente do outro?
Nesse instante , gelei...
Vinha chegando a mãe e a filha...mais que depressa, baixei- me no ouvido da Eva e lhe disse:
Eva ...não fale nada do olhinho da amiguinha, não pergunte nada, ela tem um dodói...tá?

-E vieram ...junto os porquês....
Aqueles porquês , daquela fase ...lembram?

Eva... .entendeu?

 (Esse alerta tem  um passado...lá onde moram  , a pequena falou pra mãe, vamos lá na loja da moça que não tem as pernas?) E isso eu já sabia! Então fiquei atenta...

Chegaram as duas ao nosso lado.

-Que bom que se encontraram!

Viu, eram as duas mesmo!

E depois disso, depois das nossas breves apresentações, a mamãe e a vovó , começaram a se explicar....

Não se tratava de problema congenito,  também não se tratava de acidente...

Nada disso!

Aquele olhinho que causou o constrangimento era fruto de um incidente...

Foi  uma mordida de mosquito em alguém com muita alergia !

(Ufa...como dizia minha vó....dos males o menor!)

segunda-feira, 8 de abril de 2019

Conversar com pessoas na rua, entrar em conversa alheia, ouvir histórias de ônibus, são coisas que eu curto...
Dia desses, aliás, noite dessas, daquelas  que fico pensando, com a cabeça a mil, porque tomei coca, comi chocolate ou tomei chá, fiquei  com a cuca fervilhando...
Levantei pra contar no papel, uns acontecidos.
O primeiro foi quando encontrei na calçada, frente à AABB, um tio e seus três sobrinhos. Estavam esperando a tia , que seria num certo ponto um pouquinho mais a frente, pondo o tio ,quase doido!
O sobrinho de uns doze anos amarrando o tênis , demoradamente, e o irmãozinho de uns três,  trepado no seu cangote e o outro ao lado.
O tio suado, descabelado, dizia: puta
Que o pariu! Se vc demorar mais vou te dar um cacete!
(Confesso que me vi no lugar dele e naquele mesmo jeito que falo!)
Eu muito metida, parei ao seu lado e disse baixinho, olhando nos olhos dele...você está vendo oque vc esta dizendo na frente dos dois?
E ele me respondeu:
Você não imagina oque esse pequeninho diz!
(Fiquei só imaginando com quem ele aprendia...)
E o tio continuou; veja como ele está todo suado, se solto ele no chão, fica correndo a calçada inteira  e ...eu trás  dele!
Fui embora sorrindo, subi no busão.
Atrás de mim , sentadas, duas senhoras e eu atenta ao papo das duas, elas tendo um flash nostálgico!
Lembrando de um certo menino, hoje rapaz, que morava na casa em que ela era diarista.
O dito menino havia ganho um irmãozinho que já estando com oito meses,a mãe achou por bem dispensar seus serviços , daria conta do serviço e que também pudesse confiar nos cuidados do menino ,de dez anos,  caso tivesse que se ausentar
Um dia quando ela foi visitá- los , conseguiu salvar o tal bebê ,segurando - o  por uma perna , porque o irmão , não havia dado conta do recado ! Por um triz!
Quase derrubou o bebezão !
Depois dessa história a senhora, começou a relembrar outra passagem.
(Eu a essa altura já tinha olhado pra trás sorrindo e fazendo notar que eu estava de certa forma no enredo)
Ela veio com essa:
O mesmo garoto , anos antes, quando ela chegou pra trabalhar , debaixo de muita chuva, deixou a sombrinha quietinha na cozinha. Foi fazer seus afazeres e como toda mãe faz ....sentiu muito silêncio no ar.
Deu pelo sumiço do piá...
Passando pelo banheiro ,ouviu o chuveiro ligado, abriu a porta e o box...lá estava ele todo molhado, de roupas, sombrinha armada debaixo dos jatos!
Tomando um  belo dum  banho falso ...ou quem sabe ... uma chuva mentirosa!

(Senti uma certa saudade naquele papo e um...."por anda aquele menininho - homem")

 ao vidro do box!
Lá estava ele, de roupas,