segunda-feira, 8 de abril de 2019

Conversar com pessoas na rua, entrar em conversa alheia, ouvir histórias de ônibus, são coisas que eu curto...
Dia desses, aliás, noite dessas, daquelas  que fico pensando, com a cabeça a mil, porque tomei coca, comi chocolate ou tomei chá, fiquei  com a cuca fervilhando...
Levantei pra contar no papel, uns acontecidos.
O primeiro foi quando encontrei na calçada, frente à AABB, um tio e seus três sobrinhos. Estavam esperando a tia , que seria num certo ponto um pouquinho mais a frente, pondo o tio ,quase doido!
O sobrinho de uns doze anos amarrando o tênis , demoradamente, e o irmãozinho de uns três,  trepado no seu cangote e o outro ao lado.
O tio suado, descabelado, dizia: puta
Que o pariu! Se vc demorar mais vou te dar um cacete!
(Confesso que me vi no lugar dele e naquele mesmo jeito que falo!)
Eu muito metida, parei ao seu lado e disse baixinho, olhando nos olhos dele...você está vendo oque vc esta dizendo na frente dos dois?
E ele me respondeu:
Você não imagina oque esse pequeninho diz!
(Fiquei só imaginando com quem ele aprendia...)
E o tio continuou; veja como ele está todo suado, se solto ele no chão, fica correndo a calçada inteira  e ...eu trás  dele!
Fui embora sorrindo, subi no busão.
Atrás de mim , sentadas, duas senhoras e eu atenta ao papo das duas, elas tendo um flash nostálgico!
Lembrando de um certo menino, hoje rapaz, que morava na casa em que ela era diarista.
O dito menino havia ganho um irmãozinho que já estando com oito meses,a mãe achou por bem dispensar seus serviços , daria conta do serviço e que também pudesse confiar nos cuidados do menino ,de dez anos,  caso tivesse que se ausentar
Um dia quando ela foi visitá- los , conseguiu salvar o tal bebê ,segurando - o  por uma perna , porque o irmão , não havia dado conta do recado ! Por um triz!
Quase derrubou o bebezão !
Depois dessa história a senhora, começou a relembrar outra passagem.
(Eu a essa altura já tinha olhado pra trás sorrindo e fazendo notar que eu estava de certa forma no enredo)
Ela veio com essa:
O mesmo garoto , anos antes, quando ela chegou pra trabalhar , debaixo de muita chuva, deixou a sombrinha quietinha na cozinha. Foi fazer seus afazeres e como toda mãe faz ....sentiu muito silêncio no ar.
Deu pelo sumiço do piá...
Passando pelo banheiro ,ouviu o chuveiro ligado, abriu a porta e o box...lá estava ele todo molhado, de roupas, sombrinha armada debaixo dos jatos!
Tomando um  belo dum  banho falso ...ou quem sabe ... uma chuva mentirosa!

(Senti uma certa saudade naquele papo e um...."por anda aquele menininho - homem")

 ao vidro do box!
Lá estava ele, de roupas,

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