Conversar com pessoas na rua, entrar em conversa alheia, ouvir histórias de ônibus, são coisas que eu curto...
Dia desses, aliás, noite dessas, daquelas que fico pensando, com a cabeça a mil, porque tomei coca, comi chocolate ou tomei chá, fiquei com a cuca fervilhando...
Levantei pra contar no papel, uns acontecidos.
O primeiro foi quando encontrei na calçada, frente à AABB, um tio e seus três sobrinhos. Estavam esperando a tia , que seria num certo ponto um pouquinho mais a frente, pondo o tio ,quase doido!
O sobrinho de uns doze anos amarrando o tênis , demoradamente, e o irmãozinho de uns três, trepado no seu cangote e o outro ao lado.
O tio suado, descabelado, dizia: puta
Que o pariu! Se vc demorar mais vou te dar um cacete!
(Confesso que me vi no lugar dele e naquele mesmo jeito que falo!)
Eu muito metida, parei ao seu lado e disse baixinho, olhando nos olhos dele...você está vendo oque vc esta dizendo na frente dos dois?
E ele me respondeu:
Você não imagina oque esse pequeninho diz!
(Fiquei só imaginando com quem ele aprendia...)
E o tio continuou; veja como ele está todo suado, se solto ele no chão, fica correndo a calçada inteira e ...eu trás dele!
Fui embora sorrindo, subi no busão.
Atrás de mim , sentadas, duas senhoras e eu atenta ao papo das duas, elas tendo um flash nostálgico!
Lembrando de um certo menino, hoje rapaz, que morava na casa em que ela era diarista.
O dito menino havia ganho um irmãozinho que já estando com oito meses,a mãe achou por bem dispensar seus serviços , daria conta do serviço e que também pudesse confiar nos cuidados do menino ,de dez anos, caso tivesse que se ausentar
Um dia quando ela foi visitá- los , conseguiu salvar o tal bebê ,segurando - o por uma perna , porque o irmão , não havia dado conta do recado ! Por um triz!
Quase derrubou o bebezão !
Depois dessa história a senhora, começou a relembrar outra passagem.
(Eu a essa altura já tinha olhado pra trás sorrindo e fazendo notar que eu estava de certa forma no enredo)
Ela veio com essa:
O mesmo garoto , anos antes, quando ela chegou pra trabalhar , debaixo de muita chuva, deixou a sombrinha quietinha na cozinha. Foi fazer seus afazeres e como toda mãe faz ....sentiu muito silêncio no ar.
Deu pelo sumiço do piá...
Passando pelo banheiro ,ouviu o chuveiro ligado, abriu a porta e o box...lá estava ele todo molhado, de roupas, sombrinha armada debaixo dos jatos!
Tomando um belo dum banho falso ...ou quem sabe ... uma chuva mentirosa!
(Senti uma certa saudade naquele papo e um...."por anda aquele menininho - homem")
ao vidro do box!
Lá estava ele, de roupas,
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