Corpo estendido, olhos pesados e a janela de trás da cabeceira da cama, recebe o vento....
A cada segundo, a cortina se move,inflada de ar,
oras murcha,
oras embarriga,
mostra a língua ,
feito língua de fogo !
A ponta de renda me faz cócegas,
finjo não ver...
Pousa devagar por um instante em minha face,
feito uma borboleta !
Outro soprar de vento e a cortina se revolta
, da chicoteadas !
Ela e o vento não querem que eu durma...
Me espreguiço , me aninho ...
A tv ao longe, fala cada vez mais baixo!
O momento mudo chama o sono!
e... entre um e outro respirar , as coisas acontecem :
a cortina de renda ...se rende
descansa...
e eu...
adormeço!
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